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Um desenvolvimento de mentalidade

O basquete feminino do Brasil atravessa um momento onde a sequência de um bom trabalho e a desconstrução de pensamentos é fundamental para o sucesso

 

 

 

 

O basquete feminino já deu ao Brasil o título mundial de 1994 e a prata olímpica de 1996. A geração de Magic Paula, Hortência e Janeth foi um lampejo de um salto que, até então, parecia ser o início de uma valorização do esporte e da categoria entre os brasileiros. Alguns lampejos atuais mostram uma evolução. Izabela Sangalli (24) e Tatiane Pacheco (29), atletas da seleção brasileira, são símbolos de representatividade e de um futuro que aponta para bons horizontes.

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Izabela é ala do Ituano e tem passagem pelo basquete espanhol. Antônio Carlos Barbosa, técnico do Ituano, em entrevista ao Globo Esporte, ressaltou o potencial da jogadora. “Sangalli é uma jogadora que faz parte dessa nova geração da Seleção e nós acreditamos no seu potencial”, diz.

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Já Tatiane, do Sampaio Basquete, é um dos destaques da atual seleção brasileira. Medalha de bronze na Copa América de Basquete de 2013, a ala possui ambições de conquistas olímpicas.

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Preconceito

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Izabela e Tatiane, no entanto, encaram a realidade de se destacarem em um universo sem a emancipação feminina adequada. Desde a infância, Izabela destaca que foi alvo de comentários que estruturam preconceitos. “Várias vezes, na escola, muitos professores me falavam para jogar vôlei, por considerarem um esporte mais feminino”, diz.

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Entre tantas imposições, ambas chamam a atenção pela estrutura fornecida pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Ainda que haja uma diferença imposta entre os gêneros, as condições de suporte e treinamento são amplas. É o que relata Tatiana: “Eles trabalham muito para nos dar as melhores condições de treino, hospedagem, alimentação e tudo o que precisamos. Isso já é um início muito necessário para brigarmos pelo basquete feminino e por títulos lá na frente”.

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Próximos passos

 

Para fugir das falácias, as jogadoras se apoiam em possíveis conquistas. A primeira delas é resgatar a vaga em uma Olímpiadas. Se a ressaca perdura até o momento, desde a prata olímpica de 1996, é possível dizer, apesar da não classificação na última eliminatória, que o Brasil tem potencial para desenvolver o futuro.

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José Neto, treinador da seleção brasileira, em entrevista ao Globo Esporte, enfatiza essa perspectiva. “O que conforta um pouco neste momento é saber que o basquete brasileiro está evoluindo, que essas meninas têm potencial, são comprometidas. A gente tem um futuro brilhante aí na frente”, diz.

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A última conquista da seleção brasileira foi no PAN de 2019, após 28 anos sem títulos, em final disputada contra os Estados Unidos. O placar foi de 79 a 73. Algo histórico e muito simbólico para o desenvolvimento de novos tempos. 

“Quando era mais nova sempre ia jogar nos parques e era complicado. Geralmente, se não fosse para jogar no time do meu irmão, sempre me deixavam de fora. Eu entrava e mal me passavam a bola. Eles não acreditavam que eu sabia jogar. Quando fazia uma cesta ou roubava uma bola, era sempre uma surpresa” -  Tatiane Pacheco, ala do Sampaio Basquete

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Tatiane Pacheco em ação pela seleção brasileira - Foto/Reprodução: Wikipedia

 

Por Felipe Alves

03/06/2020 - Atualizado há um dia

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