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Mamba died

 

 

 

 

Uma vida só é importante se causa impacto na vida de outras pessoas. Cresci idolatrando os grandes jogadores de basquete e hoje me encontro na tristeza da perda. Permita-me que eu fale sobre a morte de Kobe Bryant, que expressa o luto até aos que não são familiarizados com o esporte. Dentro de uma filosofia bem construída, a influência do Mamba sobre os apaixonados por basquete ultrapassa as linhas de um ginásio e deixa um legado ao universo esportivo. 

Bryant foi criado no subúrbio de Filadélfia. Foi convocado pela NBA aos 17 anos. De 1996 a 2016, vestiu o roxo e o ouro do Los Angeles Lakers, tendo mais de 33.000 pontos (implacáveis em todos os últimos quartos dos jogos) e recebendo 18 convocações ao all star game.

Obviamente, a maior conquista de Bryant não está listada no parágrafo anterior. É a maneira pela qual ele inspirou milhões através de sua pura paixão, tenacidade e marca registrada pelo “mamba mentality" - uma metáfora do espírito competitivo que alimentou seu sucesso. Quando Kobe começou a incorporar o que significava ser o principal competidor no esporte profissional, o “mamba mentality” foi gradualmente adotada por atletas de todos os lugares, que queriam alcançar as alturas que seu ídolo tinha.

Era um dos poucos atletas que não tinha a torcida filtrada apenas pela própria franquia em que jogava. Aliás, a NBA inteira vibrou em seus 81 pontos, na fatídica partida contra o Toronto Raptors. Ou, nos 61 pontos, em sua despedida, contra o Utah Jazz. O próprio Kobe documentou sua paixão e fixação pelo esporte. O curta-metragem de 6 minutos “Dear Basketball”, produzido pelo próprio, ganhou um Oscar e provou de que o basquete ficou pequeno demais ele. 

 

Após sua aposentadoria, Kobe foi reverenciado por sua transição de jogador para pai. Grande parte do discurso em torno de Bryant logo após sua morte girou em torno do que Kobe significava para o esporte feminino. A falecida Gianna Bryant, que era uma bela jovem brincalhona, trouxe Kobe de volta ao basquete após sua aposentadoria em 2016. Inspirado pelo amor de “GiGi” pelo esporte, ele abriu uma enorme academia de esportes para jovens, com enormes programas de treinamento físico e mental projetados especificamente para atletas do sexo feminino. 

A figura do Kobe reforça a capacidade de exprimir o que de melhor temos. As pandemias, a total disfunção no governo nacional e internacional, os níveis perturbadores de saúde mental e clima são simbolismos de nossas dificuldades sociais. Nossa geração terá a tarefa de encontrar as soluções para todos esses problemas assustadores e qualquer outro que surja. 

 

Respeitado, Kobe era uma espécie de imã para todos aqueles que possuem o desejo de crescimento. Lebron James, o principal astro atual da liga americana, fez uma tatuagem para homenagear o falecido laker e fez um discurso emocionante antes do jogo no primeiro jogo dos Lakers desde a morte de Bryant.

-  Kobe é um irmão para mim, e desde a época em que eu estava no Ensino Médio, vendo ele de longe, até entrar na liga aos 18, vendo ele de perto. Todas as batalhas que tivemos durante minha carreira, a uma coisa que sempre compartilhamos foi a determinação de sempre querer vencer. E querer ser incrível. E o fato de estar aqui agora significa tanto para mim que eu quero continuar junto com meus companheiros de equipe. Continuar seu legado, não só para esse ano, mas até quando aguentarmos jogar basquete, o jogo que amamos. Isso é o que Kobe Bryant iria querer.

A nós, fãs do basquete, fica a sensação de uma passagem de bastão. Embora a tristeza seja algo iminente, a morte de Kobe talvez retrate o bom horizonte de que podemos ter mais figuras como ele. Dentro e fora do esporte. 

Por Felipe Alves

03/06/2020 10h00  Atualizado há um dia

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